DIÁLOGOS NO MESSENGER (I)

 

             Uma interessante questão filosófica que me foi proposta: Se não existe um Deus que nos passou um código moral imutável, perdemos todas as referências de certo e errado?

Interpretando um pouco o argumento, concluiremos como Dostoievski, que, se não há Deus, tudo é permitido. Admito também que uma moral ou uma ética que tenha Deus como fundamento é muito superior a códigos que tenham como base escolhas arbitrariamente humanas. É um pouco como as cartas. É mais fácil alguém “roubar” num jogo de paciência em casa do que num cassino, onde existe vigilância eterna e o medo de uma punição severa. O meu receio é que, sem Deus, nos lancemos no relativismo absoluto. Estou certo de que as coisas sejam necessariamente assim; esta ausência de fundamentação que venha de um padrão mais elevado e excelente que conhecemos (padrão divino expresso na Bíblia) para a moral humana pode nos lançar na anomia.

            Com ou sem Deus, os homens tem uma noção de certo e errado (socialmente fabricada), e baseados nesta moral é que elaboramos leis que serão respeitadas pela maioria de nós a maior parte do tempo. O problema de não seguir o código de Deus está na autonomia do homem (livre arbítrio), que é a sua capacidade de dar-se à lei, porque ela pode ser adulterada por vários fatores. E o principal é a própria natureza humana corrompida pelo pecado, que busca sempre justiça própria e razoável conforto; logo, sem Deus, muitos de nós por vezes escolheremos o errado e violaremos nossos códigos morais e até nossas próprias leis. Outro fator importante é o problema de interpretação, porque quase todos os intérpretes da lei e dos códigos morais não conseguem transcender seus próprios contextos (histórico e social); às vezes, nem o próprio contexto autobiográfico…

            Então, para o Estado, o que importa é evitar o conflito e, de acordo com padrões exclusivamente humanos de justiça, permitir a todos a maior liberdade possível, inclusive a de homossexuais se unirem com o beneplácito da lei, se este for o seu desejo. Para o Estado, Deus é irrelevante.

            A vida é complexa. Deus tolera, neste planeta, muita coisa revoltante. Holocausto e Hiroshima. Aborto e incesto. Fome e enfermidades. Desastres e violência. Morte. A dor é inevitável nesta vida que conhecemos. E na verdade vemos que os fundamentos “religiosos”, os limites impostos por Deus ao homem no seu relacionamento com Ele mesmo e com os outros é diligentemente repelido e obscurecido por um direito meramente humanista e não igualitário. Mas esta vida não é tudo. Deus fará certo o que está errado. Ele não é indiferente, ou sem poder. Apenas espera uma atitude nossa, uma atitude de aproximação. E consciente ou subconscientemente, caímos algumas vezes em desobediência por duvidar disto. Encontramos as palavras duras das Escrituras e suas ordens para nós, e, subitamente, não temos tanta certeza de nossa fé. Esta maneira de duvidar assemelha-se à questão intelectual; na verdade, é simplesmente descrença. Questões intelectuais pedem respostas razoáveis.

            Mas, estamos dispostos a ler e estudar, a buscar com a mente aberta (Hb. 4.11-13)? Estamos dispostos a esforçar-nos, e reconciliar fé e pensamentos? Sem Deus não temos uma perspectiva (2Co. 4.16-18) e sem fé a esperança não parece tão atraente.

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Sobre lucaspinduca

I like to think I'm part cultural voyeur mixed with a splash of aspiring behavioral scientist and wannabe motivational christian speaker.
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5 respostas para DIÁLOGOS NO MESSENGER (I)

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