RESISTA A PRESSÃO!

Olhe ao seu redor. Onde você está? Você está no país do inimigo; você é um peregrino e forasteiro. O mundo não é seu amigo. Se o mundo é seu amigo, você não é amigo de Deus, pois quem é amigo do mundo é inimigo de Deus (C. H. Spurgeon). E o mundo só quer nos emboscar com suas ideias e nos fazer acreditar, todos os dias, que nossos desejos e a busca da satisfação plena destes são o maior ganho da existência humana. E cada vez mais os homens acreditam, aceitam essas ideias e estão desertando para o lado inimigo por causa dos seus soberbos corações.
Para sustentar sua posição de rebeldia, o ser humano normal trabalha unicamente com 3 tipos de senso, em ordem crescente: Senso comum; Bom senso e Senso crítico. Onde Senso comum é aquele que praticamente todos nós temos, o tal do “Maria vai com as outras” que quase sempre não é o julgamento correto. Bom senso é um pouco mais lapidado, é quando examinamos mais e conseguimos achar um meio termo para distinguir a ação correta; o bom senso se baseia em uma conduta moral com boa aceitação dentro do grupo ou sociedade; e depois o Senso crítico, onde julgamos com ponderação e inteligência. Na maioria das vezes as pessoas utilizam apenas o senso comum e estão felizes com isso. Triste para quem quer agir com “Bom senso”, ser cristão de verdade, mas está sob a pressão hedonista moderna que tenta nos fazer acreditar, e adequar de qualquer jeito as regras deste mundo, e que ainda se favorece da colaboração da vontade humana corrompida pelo pecado (porque o coração do homem é enganoso e desesperadamente corrupto) para escolher sempre o caminho mais fácil, a existência mais confortável, o prazer acima de tudo a revelia de Deus. Ah! E não nos esqueçamos da soberba:

“Somos soberbos e não nos damos conta, ou nunca admitimos. À luz da Bíblia estamos todos contaminados pelo orgulho. De acordo com o escritor italiano Dante Alighieri, em sua obra “A Divina Comédia”, os orgulhosos estão no ponto mais distante de Deus. Culturas antigas como a greco-romana, desde os primórdios dos tempos, considera o orgulho uma doença da alma. O tempo passou, mas o orgulho do homem permanece nele. Somos, por excelência, aqueles cheios de si. E junto de toda essa nossa empáfia existencial, carregamos outros males intrínsecos a ela. É por esta soberba que nos corrompemos com mentiras, enganações, invejas, obsessões – violando não somente o bom senso e justiça na convivência dentro da sociedade, mas também os mandamentos de Deus, segundo a doutrina cristã. O impacto da soberba no mundo pode ser verificado em toda a história da humanidade, desde muito antes de Cristo, passando por iniquidades e negligências sociais, Segunda Grande Guerra, até os dias de hoje.

A soberba é manifestada em nós o tempo todo. E faz sentido quando pensamos em nosso egocentrismo, ou em nossa vaidade e ambição exasperada, ou em nossa necessidade de grandeza e valorização. E em como batemos orgulhosos no peito bradando o próprio nome, com espírito altivo. Somos melhores que todos os outros, merecemos mais. Exigimos respeito, exigimos reconhecimento, queremos poder, queremos status, queremos atenção para o que consideramos ser a mais maravilhosa criação dos céus: nós mesmos. Triste verdade para nós, grave pecado segundo o cristianismo. Pura soberba. Tudo vaidade, como já dizia o sábio Rei Salomão.” 1

E os pressupostos filosóficos (as desculpas) são sempre os mesmos: 1) liberdade significa capacidade de criar por si mesmo; 2) as escolhas humanas são livres neste sentido; 3) um Deus infinito não pode saber aquilo que ainda não foi criado, e assim por diante. Ora esse antigo ensino falso parece ser motivado pela filosofia; e não é prescrito pelas Escrituras. E a Bíblia nos diz mais ainda: “Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.” (Gálatas 6:3), pois o homem como fim em si mesmo é um desastre anunciado, são como os bonsais, que tem suas vidas pressionadas e modificadas até se adequarem aos fins desejados, mas quando percebem finalmente, são menores e estão mais sofridos do que quando começaram a sua jornada; o homem que se torna amigo do mundo transforma-se em algo que não lhe dá orgulho nenhum por que:

O mundo moderno é um mundo iminentemente profanado e profanatório. […] O mundo moderno se assemelha àquelas árvores que os japoneses fecham dentro de caixas com o intuito de deixá-las anãs e falsificadas. Nas contorções dos galhos, que não conseguiram crescer livremente, se sente uma dor muda e eloquente. O mundo moderno é como aquelas árvores: todos os galhos das suas atividades estão tortos e evocam um sentido de dor. 2

E o que foi preparado então, para estes dias trabalhosos? Como resistir a tentação de ser rei de mim mesmo? Como vencer o mundo e alcançar salvação? Se estamos convictos de que precisamos viver como nos ensina João 16:33, “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”, entendemos que precisamos da experiência deste vencedor, só Ele venceu e por isso precisamos ser guiados as águas tranquilas, onde saciaremos nossa sede de justiça e paz. Isto exige um relacionamento, uma aliança com Ele, pois só quando deixarmos a soberba poderemos nos aproximar e andar nas veredas de Deus:

Temos uma nova aliança, na qual a promessa é: “O senhor, teu Deus, circuncidará o teu coração… para amares o senhor, teu Deus, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas” (Deuteronômio 30.6). “Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne; para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os executem… Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis” (Ezequiel 11.19-20; 36.27). “Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei” (Jeremias 31.33). “Porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jeremias 32.40).3

Esta nova aliança, que é à base de nossa esperança de que, frágeis e instáveis como somos, perseveraremos na fé e seremos salvos, é também a base de nossa segurança de que Deus nos guardará “de tropeços” e nos apresentará “com exultação, imaculados diante da sua glória” (Judas 24).4 Esta atitude vencedora exige de nós lealdade e amor, e uma intimidade que revelará quem somos e o que foi produzido com toda a bondade depositada por Deus em nossa existência.
A nova aliança é a promessa de que Deus trabalhará para garantir a santidade de seu povo. Isso significa que Ele produzirá escolhas santas em seu povo. Ele está agindo em nós para querermos e realizarmos a sua boa vontade. Deus está trabalhando para produzir em nós “o que é agradável diante dele” (Hebreus 13.21; Filipenses 2.13).5 Mas se andarmos buscando apenas prazeres e satisfação pessoal, se nos afundarmos no lamaçal hedonista cristão, que diz erroneamente que não precisamos de intimidade com um deus pessoal, não precisamos de pureza sexual, que a moral cristã moderna é “customizável”, relativa, este erro destruirá esta esperança, e sem santidade sabemos que ninguém verá a Deus. Resistir, então, é mais do que preciso; resistir é fundamental.

1- http://obviousmag.org/archives/2012/01/a_soberba_-_a_raiz_de_todos_os_pecados.html#ixzz2BrjGIJSu
2- Alberto Moravia, “L’uomo come fine”, in: L’uomo como fine e altri saggi. Milano: Bompiani, 1964, pp. 134-135.
3- http://pt.desiringgod.org/resource-library/taste-see-articles/denying-foreknowledge-of-human-choices-and-undermining-the-new-covenant
4- Idem ao 2.
5- Idem ao 2.

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Sobre lucaspinduca

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2 respostas para RESISTA A PRESSÃO!

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