Devocionais para não devotos (I)

A partir de hoje publicarei pequenos devocionais para quem a fé costuma falhar (e quem nunca né?).

Viver com sabedoria. Nós precisamos ter a visão de Deus. Temos de nos enxergar como pessoas preciosas ao Senhor. Contudo, para que passemos a nos ver como Deus nos vê, é necessário que tomemos algumas atitudes. Isso requer obediência, submissão da vontade, mudança do coração e um espírito brando e dócil. Quando João Batista viu a Jesus, sua reação foi: É necessário que Ele cresça e que eu diminua (Jo 3.30). Em vez de buscar novidades, devemos focalizar e rememorar os valores bíblicos antigos; cuja observação nos mostra consequências eternas. E cuja reflexão nos faz abandonar as nossas convicções meramente humanas, nos apresentando verdades e valores divinos. Então a coisa mais importante é que, vivendo com sabedoria você tornar-se-á autêntico, e não um crente profissional, mendigando bênçãos em troca de jejuns, medindo horas de orações por vitórias temporárias.

“E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono…” (Romanos 13.11.)

Será que realmente tem importância aquilo que pensamos de nós mesmos? Sim, tem. Se pensamos que somos lixo, nossa tendência será a agir como lixo.
Algumas pessoas não conseguem ter amigos, porque estão convencidas de que não têm nada a oferecer-lhes.
Enquanto acharmos que não prestamos para nada, enquanto estivermos preocupados com o que os outros pensam de nós, teremos muita dificuldade em amar o nosso próximo e até mesmo a Deus.
Quando ficamos no quarto, nos lamentando, com pena de nós mesmos, nos aproximamos do nível perigoso de achar que não temos valor nenhum.
Mas não somos “um joão-ninguém”, sem lugar no mundo. Deus nos criou e fez de nós um ser muito precioso.

E se por um lado precisamos encontrar uma forma moderada e controlada de fazer tudo aquilo que o homem tenha condição de fazer, desde que seja controlado interiormente pela razão e a sabedoria, condições estas que farão do homem uma pessoa verdadeiramente equilibrada em todas as suas atitudes; por outro, a vida cristã verdadeira passa pela fé cristã de um verdadeiro caráter cristão que está unido ao Espírito Santo e aos irmãos pelo vínculo da paz.

Temos de permitir que Deus e sua Palavra consertem nossas falsas ideias. É impossível uma pessoa viver de maneira certa, se seus conceitos são errados. Não podemos praticar a verdade, quando acreditamos num erro.
É falso o conceito de que Deus se agrada de uma atitude de auto depreciação, que ela é parte da humildade cristã e necessária à nossa santificação e desenvolvimento espiritual.
A verdade, porém, é que a auto depreciação não é a verdadeira humildade cristã. Essa atitude acha-se em oposição a alguns dos ensinos básicos da fé cristã.
O maior mandamento é que amemos a Deus com todo o nosso ser. O segundo é que amemos ao nosso próximo como a nós mesmos. Não temos aqui dois, mas três mandamentos: amar a Deus, amar a nós mesmos e amar aos outros.
Se você amar a Deus, a si mesmo e aos outros estará cumprindo toda a lei de Deus (Mateus 5.43-48). Esse é o eterno princípio do triângulo – um amor correto para com Deus, por nós mesmos e por outras pessoas.
A pessoa que possui uma imagem própria baseada no que Deus diz, é mais saudável, em todos os sentidos, do que aquelas que têm uma imagem própria negativa. Foi assim que Deus nos criou, e se agirmos de modo contrário, não apenas estaremos seguindo um conceito teológico errado, como também correremos o risco de ser destruídos.

“Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.” (Romanos 12.3.)

Pensando com moderação, não iremos nem nos subestimar nem nos superestimar. É Satanás quem nos confunde e nos cega nessas questões, quando nos faz acusações: – Olhe aí, você está ficando muito orgulhoso…
Contudo a verdade é justamente o contrário. A pessoa que tem uma imagem própria negativa está sempre tentando se mostrar. Ela tem de provar que está certa, em todas as situações, tem de mostrar seu valor. E geralmente fica tão envolvida em si mesma, que se esquece do Senhor. Ninguém pode amar aos outros incondicionalmente, quando precisa ficar o tempo todo tentando provar seu valor próprio.
A autonegação não tem nada a ver com a humildade cristã, nem com a santidade. A crucificação do eu e a entrega pessoal a Deus não exigem uma autoimagem inferior, que é diferente do que o Senhor pensa de nós:

“Visto que foste precioso aos meus olhos, digno de honra, e eu te amei, darei homens por ti e os povos, pela tua vida.” (Isaías 43.4.)

Precisamos entender que nosso senso de valor próprio deve vir de Deus. Temos de formar nosso senso de valor próprio a partir do que Deus diz, e não dos falsos reflexos que vêm das outras pessoas, do diabo e, até mesmo, do nosso passado. Temos de fazer uma escolha que definirá a nossa vida:

– Vamos dar ouvidos a Satanás ( e todos que ele usa para nos incomodar) e a todas as mentiras que ele nos diz, às distorções e às mágoas do passado que nos mantêm aprisionados por certos sentimentos e conceitos acerca de nós mesmos, que não são cristãos nem saudáveis? Ou buscaremos nosso senso de valor próprio em Deus e em sua Palavra?

Além disso, a sabedoria nos apresenta os riscos do excesso e sua inutilidade. Algumas vezes pode ser perigoso, outras, inútil. Ela não proíbe o excesso. Proibir é próprio da lei e não da sabedoria. A sabedoria orienta ao cuidado. Muitos excessos são lícitos, ou seja, não são proibidos. Contudo, podem não ser convenientes. Cabe a cada um julgar com sabedoria cada situação. Isso é bem do estilo no tempo da graça. Permitamos que Deus nos ame, e deixemos que ele nos ensine a nos amar a nós mesmos, e a amar aos outros. Desejamos ser amados. Queremos que Deus nos dê segurança, que nos aceite. E, aleluia, ele faz isso. Contudo, por causa da programação nociva que recebemos de outras fontes, temos dificuldade em aceitar esse amor. Aliás, isso é tão difícil, que talvez prefiramos continuar a ser como éramos.
Querido, eu o desafio neste momento a iniciar esse processo de restauração, para que possa erguer bem alto sua cabeça, como filho ou filha de Deus.

Que Deus o abençoe hoje e sempre.

Anúncios

Sobre lucaspinduca

I like to think I'm part cultural voyeur mixed with a splash of aspiring behavioral scientist and wannabe motivational christian speaker.
Esse post foi publicado em Sem categoria. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s