Pensando em começar uma jornada?

Segundo Bob Pierce*, nós devemos ter cuidado com aquilo que pensamos porque serão transformados em palavras e estas nortearão nossas ações que se tornarão hábitos conforme agimos e estes hábitos serão a base do nosso caráter. Tudo o que seremos, fazemos, sentimos e desejamos são baseados no que acreditamos, idealizamos e refletimos. Nosso caráter pode definir o nosso destino.

Ora, uma jornada de mil milhas começa com um único passo, mas mesmo antes disso começa com uma decisão. Nós devemos ser livres para dar esse primeiro passo. O que mais?
“Nós somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito ”
Aristóteles considerava as virtudes como habilidades, aquelas que nos esforçamos para aperfeiçoar em nossas vidas. Ser virtuoso era incorporar uma excelência em uma área específica, como coragem, temperança ou amizade. Fazê-lo uma ou duas vezes não era suficiente, você tinha que tornar isso um hábito para realmente incorporar a virtude.Pessoas virtuosas são aquelas que não correm por aí como Chicken Little agindo como se o mundo estivesse desmoronando sobre elas. E sabem porquê? Elas já esperam que muitas dessas tentativas de aprendizado venham com ondas de frustração, ou com um fundo falso, com um tapete puxado debaixo delas, e algumas vezes até contam com um salto/sola do sapato que cairá. Mas alguns continuam sem esperar serem resgatados antes de completarem sua jornada pessoal de aprendizado. Sabem que mentir para si mesmo é sempre a pior mentira. Não existe nada mais humano, demasiadamente humano que isso.

Bem, o que aprendi ao não desistir é que realmente há luzes no final dos túneis escuros. Às vezes, essa luz está apenas aprendendo a resiliência. A parte B disso é que há recompensas que talvez não tenhamos a experiência (ainda) de prever, simplesmente porquê uma visão de mundo é um pressentimento de como as coisas devem funcionar, um conjunto de suposições sobre as limitações e a natureza do mundo que permite que alguém entenda (ou pelo menos acredite entender) por que as coisas funcionam da maneira que fazem. Agora, quando se trata de um teste de matemática, todas as informações já estão lá. Você só precisa usar seu conhecimento existente para conectar esses objetos de uma maneira que crie uma determinada resposta. Há algo que está claramente certo; há algo que está claramente errado. Em uma atribuição criativa, apenas algumas das informações estão lá, mas você ainda precisa usar seu conhecimento existente para conectar esses objetos, e isso cria uma distinção importante: A falta de informação significa que não há resposta certa. E que você deverá buscá-la onde estiver. Esta é uma das razões pela qual a linguagem literal se esforça para capturar plenamente a nossa experiência vivida: em muitos aspectos a vida é movimento. Ela flui de forma dinâmica, e o faz de uma forma que não pode ser capturada pela rigidez de palavras convencionais que têm significados específicos em relação a outras palavras com significados mais abrangentes. Você pode ser capaz de proferir a frase: “Eu vou caminhar até a cozinha para pegar um copo de água”, e essa frase pode lhe fornecer a utilidade para comunicar para o que você está dirigindo sua atenção, mas ela erra tudo o mais que ocorre em seu campo de consciência quando você se levanta para pegar aquele copo de água. Adicionar mais sentenças pode fechar algumas dessas lacunas, mas não importa quantas frases você adicione, a lacuna, por menor que seja, sempre estará lá. Então estar atento e sóbrio pronto para aprender fará toda a diferença. A mente humana, minha ou a sua, pode ser um lugar desolado, um deserto de apatia e passividade na maioria das vezes. Também pode ser uma lixeira para tudo e qualquer coisa que aconteça atingir nossos interesses e desejos… ou pelo menos nos excitar o suficiente para experimentar, usar e descartar em uma pilha crescente de distrações, emoções e diversões temporariamente satisfatórias. Mas faça o teste: conte quantas vezes por dia você consulta o celular. Mais de 50 vezes? Acha normal? Aliás, quantas horas do dia você está perdendo encalhado nos feeds do Facebook, entre memes, vídeos e textões, e conversas frenéticas no Whatsapp, entre mensagens de texto, mais vídeos e intermináveis áudios? Em poucas palavras, controlar e, aos poucos, nos afastar das redes sociais é ganhar tempo para si mesmo e, consequentemente, resgatar a saúde mental. Uma mente com bem menos ruídos e informações pensará muito melhor. A mente humana também pode ser vibrante, reverberando com o profundo prazer de intrigantes idéias, pessoas, experiências e emoções. Por isso a melhor decisão que já tomei, porque afeta todos as outras, foi tornar o aprendizado um dos principais motivos para acordar todos os dias e durante todo o dia. Dessa forma, estou sempre em algum lugar no processo de descoberta de uma variedade cada vez maior de pontos de vista. Isso é realmente interessante: meu poder de visão (e discernimento) é constantemente renovado quando escolho ser um indivíduo interessado, ensinável e observador. E a não ser que você tenha nascido um iluminado, o que neste caso não estaria lendo esse blog, as chances de você não gostar ou não ter gostado do seu lado obscuro são de 100%. O trabalho de conhecer e aceitar e crescer com o próprio lado sombrio é geralmente uma consequência do trabalho esmerado e profundo sobre si mesmo. Esta sombra é como definiu Carl G. Jung:
“A sombra é o lado da sua personalidade que você não quer que os outros vejam. Representa suas deficiências, suas falhas, suas motivações egoístas. A maioria de nós evita isso antes que qualquer um possa ver. Mas há uma coisa: a parte de você que é a mais escura tem a maior quantidade de coisas para lhe ensinar sobre seu propósito. Se descobrir seu propósito é realmente sobre auto-conhecimento, sua escuridão lhe mostra onde você mais precisa crescer. Mais importante ainda, mostra de quem você mais precisa aprender. É das pessoas que você menos gosta que você tem mais a aprender sobre si mesmo. Mas a maioria ignora o lado sombrio. Em vez disso, você busca relacionamentos confortáveis que reforcem as imagens gastas e obsoletas de si mesmo.”
Lembrando aqui aos cristãos, que a capacidade de achar bênçãos no meio do caos é um reflexo de Romanos 8:28: “Todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus.” Isto significa que mesmo no meio de muita coisa má, há sempre algo digno de ser louvado. Encher a mente de coisas boas não significa viver em negação. Antes significa que é sempre possível encontrar algo bom. A alegria andará sempre a par com a tristeza e com as dificuldades, pelo menos nesta vida. Quando encontrarmos Cristo, aí sim: tudo será alegre. Até lá, devemos procurar o que é certo, as bênçãos. E achando as bênçãos mesmo no meio de um cenário triste, vamos encontrar a alegria. Aquela alegria que invade o nosso coração de paz. A paz de Cristo.


* https://g.co/kgs/KaidyH

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Sobre lucaspinduca

I like to think I'm part cultural voyeur mixed with a splash of aspiring behavioral scientist and wannabe motivational christian speaker.
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