Cada respiração que tomamos é uma tentativa de permanecer eternamente jovens. De pelo menos atrasar o tempo para fazermos tudo o que desejamos, uma vez na vida e para sempre. Dizemos: ouve o teu coração, pois nunca deixes de acreditar. Não te deixes levar pela vida. Precisamos continuar conversando para que não te esqueças de mim.
Como em uma oração, assim nos deixamos levar a uma conversa moderna sobre pequenos crimes e desejos — nossos pequenos pecados. Onde cada amor que amamos e deixamos de amar altera a maneira como caminhamos pela vida, altera a trajetória de nossa travessia ao longo da costa do eu. Onde temos construído os castelos de areia de nossas vidas e os imaginamos como fortalezas de granito, para então assistirmos, perplexos, às ondas de nossa inconstância levarem-nos embora, juntamente com as pegadas do construtor ao longo da costa do eu. E aqueles que não conseguem reconstruir sua própria vida em tempo hábil acabam se saindo mal. Recomendo a Parábola do Sábio e do Insensato (em Mateus 7:24-27) sobre construir na rocha ou na areia.
É exatamente por isso que precisamos saber que nosso tempo é finito e fazer com que valha a pena. A vida é finita, mas muitas pessoas acumulam tarefas e adiam o descanso, a convivência ou a reflexão como se pudessem sempre “compensar mais tarde”.
Por isso, os milagres, religiosos ou não, permanecem como um lembrete de que, por vezes, as coisas mais poderosas não são planejadas, elas simplesmente acontecem. Não se trata de intensidade emocional; trata-se de uma entrega real. De acreditar profundamente.
É por isso que empatia não tem religião.
Quando alguém que não compartilha da nossa fé nos incentiva a não desistir dela, isso prova que essa pessoa enxerga o valor do nosso bem-estar emocional acima de qualquer debate ideológico. É o amor humano sendo maior que as diferenças intelectuais. Uma bela lição de respeito!
A única constante é que continuamos caminhando, que permanecemos peregrinos da possibilidade — porém juntos — vivendo em oração, em um círculo de pessoas, sentindo uma vez na vida e para sempre que todo ato criativo é um ato de travessia e que não basta começar a caminhar com fé por impulso; é preciso saber que haverá desafios e estar pronto para ir até o fim (Lucas 14:28-30).

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